segunda-feira, 3 de novembro de 2014

DESILUSÃO




DESILUSÃO
Eri Paiva

Quanta desilusão
Vive um coração!
Das ranhuras permitidas,
Abrem-se feridas,
Em geral, difíceis de conter.
São elas, a manifestação
Da alma, em suas queixas,
Experimentadas, sofridas.

Tanta desilusão, eu passei!
Envolta nas gentis tramas
Do meu ignorante eu!

Só agora me conheço!
Sei porque nasci, porque padeço,
Sei porque estou aqui
E porque ainda aqui, permaneço!

Começo por me rever!
Na ré que meu coração engatou
Ele descobriu que hoje, mais
Do que todos os meus anos atrás
Muito melhor eu sou!

É que aprendi a dizer não
À doce ilusão!

Natal/RN - Em 16. 07. 2014


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